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20/10/2016

Conheça as curiosidades da matéria vencedora na categoria Agronegócio da última edição do Prêmio

Organicos na mesaPor trás das pautas jornalísticas, há muitas histórias interessantes que vão além do conteúdo da reportagem: como surgiu, como foi feita, os casos das viagens e das fontes, entre outras. A série “Orgânicos na Mesa”, do Diário do Nordeste, escrita por Antônio Melquíades Júnior, uma das vencedoras do 23º Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico, é um exemplo, carregada de curiosidades por conta da conexão com os trabalhos anteriores do repórter.

Foi com muita satisfação que o jornalista recebeu a notícia de que a pauta, pensada por ele em conjunto com o editor, sairia nas próximas edições do jornal. Há dois anos, ele havia publicado uma série sobre os impactos gerados pelo uso de agrotóxico, intitulada “Viúvas do veneno”, que conquistou vários prêmios nacionais, resultado de um projeto investigativo de sete anos acompanhando, de perto e de longe, a vida de famílias rurais.

O repórter já cobria pautas de Diretos Humanos há alguns anos e, depois da série sobre agrotóxicos, sempre esperou uma oportunidade para investigar o outro lado da moeda. “Mergulhei no mercado produtor e consumidor de alimentos orgânicos e busquei respostas para os questionamentos que surgiram após a primeira série publicada para esclarecer sobre essa outra realidade: viabilidade, técnica, benefícios, certificações, fraudes, conquistas, desafios e problemas. Viajei por muitas cidades, do Nordeste até o Distrito Federal”, afirmou Antônio.

A reportagem tratou o tema de forma ampla e abrangente em três cadernos. O primeiro, “Comida sem veneno”, abordou o mercado crescente, o modismo, a falta de fiscalização e como se certificar, a diferença entre os produtos de quem usa agrotóxico na produção e de quem não, a utilização de predadores naturais, remédios caseiros e demais estratégias para livrar de pragas e insetos.

Já o segundo caderno, “Reconstrução da terra”, mostrou que o cultivo de alimentos orgânicos vai além de plantar sem agrotóxico e passa por transformações no modo de tratar a terra e na consciência de quem produz. Ainda, divulgou informações sobre a educação, os treinamentos e as aulas voltadas para essa iniciativa, o protagonismo feminino e a importância do manejo da água.

Encerrando a série, o último caderno, “Desafios de colher”, tratou da política, dos questionamentos sobre se faz bem à saúde ou não, e reuniu as principais regiões produtoras e os meios de divulgação, como as cartilhas voltada para esse mercado.

“O resultado final do trabalho foi muito gratificante, foi muito bom confirmar que, mesmo o Brasil sendo o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, temos produtores que seguem outros caminhos. Esse mercado ainda tem muito a evoluir, mas já nos dá muito orgulho”, conclui Antônio. Leia a série Orgânicos na Mesa na íntegra e confirme os motivos que a levaram a ser vencedora. A próxima edição do Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico já está com as inscrições abertas, não perca tempo e participe. Veja mais informações no site.

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