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28/10/2016

Conheça as impressões por trás da pauta vencedora na categoria Macroeconomia na 23ª edição do prêmio

Sabe aquelas pautas que despertam um misto de sentimentos? Como uma tristeza causada pelo choque de realidade, um nó no peito e uma dificuldade de respirar, misturada com a descoberta e o aprendizado da apuração? Foi isso que a jornalista, autora da reportagem “Os filhos do Bolsa Família”, publicada na revista Época Negócios, vencedora da categoria Macroeconomia na 23ª edição do Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico, descreveu ao relembrar os caminhos seguidos, os locais visitados, as entrevistas feitas, os olhares marcantes e sorrisos abertos.

Os filhosO objetivo era descobrir o que aconteceu com os filhos do Bolsa Família, ou seja, as crianças que cresceram recebendo o benefício nos últimos 10 anos e verificar se elas têm vidas melhores do que as que os pais. Após uma viagem de 6,5 mil quilômetros visitando cidades do interior de São Paulo e do Maranhão, nas quais a população depende fortemente do programa, e muitas entrevistas com histórias de privações, violência e conquistas, a reposta foi sim: eles estão melhores. A nova geração frequenta a escola e é acompanhada pelo sistema de saúde; está um pouco mais letrada, mais cuidada e até mesmo ficando mais alta do que as gerações anteriores.

Na busca pela informação, a jornalista identificou que, mesmo diante dessa melhoria, os problemas dessas famílias estavam longe de ser resolvidos. “Ao longo da pauta, foi fácil concluir a importância do Bolsa Família para quem não tem nada, mas que não basta mantê-lo. É preciso avançar, adaptá-lo à necessidade das comunidades – que inclui êxodo de jovens em busca de oportunidades, dificuldade de competir com quem recebeu uma educação de melhor qualidade e o medo de perpetuar a situação que levou seus pais a depender do Bolsa Família”, escreveu.

Ao longo das páginas, são abordados pontos positivos e negativos do programa, as histórias das famílias – antes e depois, com muitas fotos, e apresentados dados sobre pesquisas de rendimento escolar, nível do aprendizado e de interesse, com infográficos, entre outras informações. A reportagem apresenta, com riqueza de detalhes e muitas informações interessantes, toda uma realidade de precariedade e pobreza absoluta. Há lugares onde 2/3 da população vivem do Bolsa Família e a maioria dessas famílias necessitam de cada real recebido para sobreviver. Nada menos do que 25% da população hoje é beneficiária do programa, segundo dados do próprio Ministério do Desenvolvimento Social.

Diante desse choque de realidade e dos questionamentos sobre a desigualdade e a inclusão social, a esperança em que a jornalista se agarrava era a que o maior programa de distribuição de renda do mundo, num país tão desigual, estava sendo efetivo àquelas famílias. “Mas o futuro melhor ainda não é uma garantia”, descreveu ela no texto.

Leia a reportagem “Os filhos do Bolsa Família” na íntegra para entender ainda melhor porque ela foi uma das vencedoras na edição passada. Continue acompanhando o blog e não perca a chance de se inscrever. Veja mais informações no site: www.premiocnhindustrial.com.br

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