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16/03/2015

Mercosul, as oportunidades e as crises do bloco foram registrados na imprensa econômica nos últimos 24 anos

A criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), em 1991, antecedeu à do Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico, em 1993, e mesmo antes da oficialização do acordo, o assunto já circulava na imprensa. Com o tempo, ganhou cada vez mais destaque e pautou importantes reportagens, muitas delas vencedoras. O tema sempre foi de interesse geral pelas inúmeras expectativas geradas em torno de um sistema sem impedimentos para fluxo de pessoas, produtos, capitais e serviços.

Tudo começou nos anos 80, quando Brasil e Argentina buscavam suavizar as disputas geopolíticas, aumentar o desenvolvimento econômico e fortalecer a região. Logo, outros países da América do Sul também se interessaram e a parceria se fixou, 11 anos depois, com a assinatura do Tratado de Assunção. Atualmente, os membros desse importante bloco econômico são: Argentina, Brasil,Paraguai, Uruguai e Venezuela. Os países Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru, enquanto organizam suas economias, são apenas associados.

Mercosul - Crédito: imagem divulgada no portal Brasil Escola

Um dos principais resultados do acordo foi registrado pela imprensa, em 1995, e testemunhado pelo Prêmio. No ano, foi instalada a zona de livre comércio e, a partir daí, cerca de 90% das mercadorias produzidas nos países membros poderiam ser comercializadas sem tarifas comerciais. Entretanto, alguns produtos não entraram nesse acordo pela tarifação especial ou legislação específica. Outro importante momento foi o avanço da integração econômica. Em 1999, foi estabelecido um plano para uniformizar as taxas de juros e de inflação e o índice de déficit. Nos primeiros anos do Mercosul, as exportações entre os países aumentaram significativamente.

As questões que envolvem o acordo também pautaram as reportagens reconhecidas pelo Prêmio nos últimos 22 anos. Vale citar as matérias “Mercosul”, da Gazeta Mercantil, que ganhou Excelência Jornalística, em 1995, e “A nova rota do Mercosul”, do Estado de S. Paulo, que ficou em primeiro lugar na categoria Nacional, em 1997. A segunda, escrita por José Casado, abordou o novo ciclo da navegação do rio Tietê, no oeste paulista, que estendia as fronteiras do Brasil há centenas de anos. Com potencial turístico e de transporte de produtos para os países que faziam parte do Mercosul, o rio se transformava em uma das principais hidrovias do mundo e a nova rota do comércio de uma região, na época, com mais de 100 milhões de habitantes e renda per capita superior a US$ 5 mil.

O Mercosul, como qualquer outra parceria que envolve interesses de diferentes nações, passou por algumas crises nos países. As duas maiores economias da região, Brasil e Argentina, por exemplo, muitas vezes enfrentaram dificuldades com barreiras comerciais de alguns produtos.

Ao longo dos anos, muitas coisas aconteceram, como a criação do Banco do Sul e o amadurecimento do Mercosul, que além das trocas comerciais, busca também aproximar e fortalecer a relação entre os países. Hoje existem ações concretas nas áreas políticas, sociais e econômicas entre os membros. Há ainda planos de uma moeda única e de uma economia efetivamente sem fronteiras. Muitos pontos ainda devem ser melhorados e eles, com certeza, serão destacados na imprensa ano a ano. Continue acompanhando os principais fatos econômicos testemunhados pelo Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico por aqui.

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