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24/04/2015

O Plano Real, a democracia e os registros jornalísticos – Parte 2

Plano RealDurante o processo de democratização, que completa três décadas este ano, o Plano Real foi uma das provas de que o regime autoritário havia realmente ficado no passado.  A moeda não entrou em vigor à força por um decreto e sim por adesão voluntária, após inúmeros debates no congresso.

A história do Plano Real teve início cerca de dois anos após o escândalo de corrupção e o afastamento do presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992), já citado no post anterior “30 anos de democracia no Brasil e a cobertura da imprensa – Parte I”. Naquele ano, 1994, a nova moeda era anunciada, em rede nacional, pelo presidente Itamar Franco, que como vice assumiu o poder, em seu último ano de mandato (1992-1994). Enquanto ele discursava, a Casa da Moeda queimava os fardos de Cruzeiro Real. Em toda a imprensa, essas imagens se tornaram ícones por representarem um passado de incertezas.

Foto: Otávio Magalhães AE

O Plano Real trouxe esperança ao país e desde a sua implantação, representa muito para os brasileiros. A moeda honrou as expectativas e superou todas as outras (Cruzeiro, Cruzeiro Novo, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro Real). Já falamos aqui também sobre a importância desse plano, inclusive para conter a hiperinflação, que no ano anterior, 1993, estava em mais de 2.400%. Por muito tempo a moeda brasileira ficou valorizada, principalmente diante do dólar, mas teve seu valor defasado ao longo dos anos, por diferentes motivos políticos.

O então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, e o presidente Itamar Franco mostrando as célular do Real Foto: Acervo O Globo

O então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, e o presidente Itamar Franco mostrando as célular do Real Foto: Acervo O Globo

Além disso, o Plano Real foi protagonista de um ano eleitoral, o que normalmente já implica em críticas, denúncias, calúnias e investigações. O momento da implantação da moeda também foi recheado de outros fatos que ficaram na história. Dentre eles, a derrota de Luiz Inácio Lula da Silva para Fernando Henrique Cardoso – que coordenou a criação do Plano Real, enquanto Ministro da Fazenda –, que tentava pela segunda vez ser presidente do Brasil; a morte de Ayrton Senna, um ídolo nacional; a vitória do Brasil na Copa do Mundo, nos Estados Unidos; a morte do maestro Antônio Carlos Jobim, entre outros.

Todos esses acontecimentos foram registrados pela imprensa e testemunhados pelo Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico. Na edição de 2014, a reportagem vencedora da categoria Jornal, “20 anos do Real – O Plano que nos colocou no mapa”, do Jornal do Commercio (PE), abordou todos os detalhes que envolviam a história de duas décadas da moeda. Acompanhe os próximos posts aqui no blog do Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico.

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